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Sobre sermos aquilo que queremos e não aquilo que desejamos que os outros vejam.

O que dirige as nossas ações?

Você sabia que temos mais medo de nos expormos na nossa nudez de alma, do que de falarmos em público para muitas pessoas sobre algo que não acreditamos? Sabe por quê? Porque quando o assunto é mostrar quem a gente é (e isso começa com entender quem a gente é) o medo de não ser aceito é muito grande. Quem é que gosta de rejeição?

Ao mesmo tempo, falar sobre se comportar, trabalhar com algo que não é da nossa alma é mais seguro, por mais difícil que seja, pois não seremos rejeitados, porque não nos sentimos feridos por aquilo que não nos conecta, por aquilo que a gente só reproduz.

Por exemplo, se eu posto uma foto trabalhando até tarde e digo: “para os fortes”, mas, na verdade, estou exausta e o que queria mesmo é dizer: “para tudo que quero descer!”. Ou se sou um ótimo amigo, líder, pai, mãe e muito ativo, dou conta de tudo, mas na verdade a minha alma busca mesmo é serenidade, menos atividades, mais erros. Incoerências da alma…. fazemos isso o tempo todo. Então, gostaria de convidá-los para uma reflexão:

A gente é aquilo que deseja com intensidade ou é aquilo que achamos que o outro quer ver? O que me traz mais felicidade e plenitude? Uma coisa tão difícil hoje em dia é entender aonde estamos. Alguns comportamentos podem ser indícios de que estamos agindo na contramão de nós mesmos e na direção do nosso eu “social”:

– Tristeza (aquela tristeza que fica lá meio escondida e as vezes se torna em desanimo)

– Raiva (Geralmente dos outros- deslocada é claro. Porque raiva mesmo sempre tem a ver com a gente)

– Autopromoção em excesso (sabe quando a gente precisa dizer que é bom ou que fez algo?)

– Desistência (quando a gente desiste de alguns sonhos que eram tão fortes para nós porque a vida nos deu janelas maiores para olhar, mas continua pensando nos sonhos)

– Insônia

Difícil é a tarefa de olhar para dentro e bancar a nossa alma, de ter coragem de ser e se deixar ser visto, entretanto uma vida plena tem dessas coisas: agir de dentro para fora, deixando de lado o que a gente acha que o outro vai pensar.

Esse é o caminho da felicidade, da presença, da plenitude, das relações significativas e sustentáveis, do negócio (pelo menos do meu). Porque pense bem, se é para gente falhar (e a gente vai falhar) que seja por algo que é extremamente nosso. Quer saber o que fazer?

Primeiro avalie-se: você tem sentido alguma das coisas da lista aí de cima?

Segundo, faça o seguinte exercício diário: para quem eu estou fazendo isso? Para mim, porque me faz bem, porque me faz leve e livre… ou para dizer que fiz, para o outro achar que consigo, para eu provar que dou conta….

Seja sincero consigo mesmo… a maioria de nós está na segunda resposta. E, após responder, recoloque-se. Escolha não fazer para o outro, faça aquilo que está em você, dentro de você, que te traz leveza (e veja, não confunda leveza com satisfação, com ego inflado). Leveza é sagrado, do divino, nos traz liberdade interna…

Como já postou Susan David “O desconforto é o preço para a entrada de uma vida com significado”.

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